19 de agosto de 2015

Novo começo!

Retomo a prática de yoga após 4 turbulentos meses de "refazimento" da rotina. Com 3 filhos, o bebê não tem minha atenção exclusiva - muito menos os dois mais velhos - e a culpa é a grande companheira por essas bandas.

Mas! é preciso força e coragem, e aproveitando a energia micaélica desta época, reinicio minha prática pessoal, acompanhada de uma pequenita gorducha e sorridente.


Três vezes na semana, com ela deitadinha numa toalha dobrada sobre o mat, realizo uma sequência revigorante para tratar o cansaço, as dores e travas que o puerpério nos dá.

Sinto cada músculo que reclama da mais simples postura de alongamento. Percebo minhas limitações. Mas não me frustro diante disso, como se tivesse voltado à estaca zero. Não! Aproveito para observar o quanto minha malha fascial guarda em sua memória tudo o que aprendi com o yoga. Essa memória é viva e gentil, por isso lembra-me constantemente: vá sem pressa!

Sempre encerro a "aula" cantando mantra. Não tenho boa voz, mas a bebê gosta e sorri (ou ri) agitando os braços e pernas.

Posso afirmar que aproveito muito essas manhãs. De um jeito diferente. Mais leve. Como se só existisse o agora. Mas será que não é só ele mesmo que existe?

6 de abril de 2015

Cecília


Esta história não está completa, vou contar apenas um pedaço, o início. 

Se o nascimento do Antonio me fez acordar para a necessidade de pensar e buscar meu lugar no mundo, a chegada da Olívia mostrou-me que é possível a beleza e escolhas, o parto da Cecília despertou-me novamente, desta vez para a realidade do pensar, sentir, agir. Sem floreios, sem modismos. A alegria do que é possível, inteiro e verdadeiro.